Marés Vivas

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

As marés vivas já não invadem a cidade como há alguns anos e quem vivia ou trabalhava no piso térreo nas zonas da Beira-Mar e do Alboi tinha de arranjar meios de evitar a inundação. Hoje ,existem as comportas para proteger a cidade e fora destas as marés vivas ainda cortam alguns caminhos. Embora haja alternativas, há sempre alguém que as enfrenta, por conhecer a estrada e não se importar com a água salgada a bater no carro.
As marés mudam sempre a paisagem da laguna e com a ruína dos muros devido ao abandono das marinhas, elas criam um grande lago que tem tanto de belo como de perigoso.


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E o Verão que teima em continuar

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

E ainda bem.


Nos últimos dias de Outubro.

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Janelas do céu

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Há vários milhares de anos, caíram aqui as célebres janelas do palácio do céu. Ficaram intactas as vidraças nos respectivos caixilhos porque as janelas caíram sobre a relva miudinha. Hoje são as salinas.
Almada Negreiros

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Um segredo fechado

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

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O que eu quero, o que eu devo e o que eu posso

E as definições de ética e moral.


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Hernani Lopes descreve o país

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Desporto e violência

Na semana passada vi um excerto do programa 60 minutes na SIC Notícias. O título da reportagem era "A blow in the brain" e contava os casos de danos cerebrais em pessoas que tinham praticado futebol americano.
Alguns dos efeitos das contusões cerebrais apareciam logo após a lesão, mas muito pior são dos danos a longo prazo como a demência. Conta ainda a história de um jovem que hoje está deficiente mental e de um senhor (?) que quer fazer crer estes casos raros e que a medicina está a avançar a passos largos para resolver estas situações.
Não consegui encontrar a reportagem traduzida, então aqui vai a reportagem original.



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Aproveitar os últimos dias de Verão

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009


Ontem foi para acabar as vindimas e começar a fazer o vinho, por isso, não houve praia. para mim. Hoje,  até previa-se chuva mas a manhã acabou por ser um de bom tempo e a acabei para ir dar uma volta à praia. A semana que acabou foi de maré vivas, ou seja, com a baixa-mar, o nível do mar desce tanto que temos de andar meio quilómetro até chegar ao mar.
Andava-se bem na A25, o que fazia supor que não ia ter problemas em arranjar estacionamento, mas mesmo assim, eu já ia no limite de velocidade e aparecem dois caramelos por trás a fazer sinais de luzes e até buzinaram a pedir para deixar passar...  Quando cheguei à Barra, já havia algum congestionamento, mas arranjei estacionamento quase a chegar ao farol... antes mesmo do dois caramelos que buzinavam. Mais uma vez, vou à praia e esqueço-me sempre de alguma coisa, desta vez foram os óculos...
Fui logo para a Meia-Laranja e comecei a caminhada pelo passadiço até ao molhe. Quando lá cheguei e vi o mar tão longe... toca a tirar as sapatilhas porque a areia faz mal à cola e queria molhar os pés.
A praia estava animada com pessoal a jogar nos campos improvisados na areia dura, a fazer a caminhada até à Costa Nova, a apanhar conchas e pedrinhas, a fazer surf ou só a apanhar mais uma cor  para a pele. O mar estava tão calmo que se conseguia andar dezenas de metros com a água pelas pernas.
Eu ia junto ao mar, ora a molhar os pés, ora a olhar para as desportistas e outras que tal que passavam, ora a brincar com os cães que se metiam comigo.
Quando passo o esporão, o mar nem lá chegava, e estava uma língua de mar a entrar no areal na praia entre a Barra e a Costa. Já estava a pensar em voltar para trás porque o tempo era curto quando encontro uma vieira, tal e qual como eu queria encontrar em Finisterra. Então, se encontro aqui vieiras, para quê ir a Fisterra? E depois dizem: "Ah, isso não vale, só vale se for de Finisterra!". Só havia um senão... ela estava partida.

Depois disto, fiz o mesmo caminho até carro, e agora com uma vieira... partida.

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E se as vacas voassem...

domingo, 20 de Setembro de 2009


Numa terra por aqui perto, encontrei esta cabaça que insistiu em nascer como as maçãs.

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Fotos antigas do Porto de Aveiro

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Fotos antigas da Barra e do porto de Aveiro do acervo do Arquivo Histórico-Documental do Porto de Aveiro.
Forte da Barra

Construção do Molhe Sul
Ao fundo, a antiga ponte para as Gafanhas, em primeiro plano o início da Friopesca
Antiga ponte para as Gafanhas
Seca do Bacalhau na Gafanha da Nazaré
Protecção ao Farol
Construção da Protecção ao Farol

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Interférences

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

E se um desconhecido... lhe aparecer à janela do carro? Não, não se trata de um assalto, é apenas um louco que tem muita energia e...


Uma curta metragem de David Bertram.

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E a educação por cá

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Estive a ler notícias em vários jornais sobre o inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem realizado pela OCDE, o Expresso foi o que me pareceu dar maior importância.
Logo a abrir «Portugal é dos países onde os professores gastam mais tempo a manter a ordem na sala de aula e em tarefas administrativas e menos tempo a ensinar».
No desenvolvimento: «Os primeiros resultados do estudo hoje divulgado, levado a cabo em 23 países membros daquela organização, apontam ainda a avaliação e reconhecimento do trabalho dos professores como um elemento importante para um melhor desempenho.
Os inquéritos, levados a cabo em 200 escolas de cada país durante o ano lectivo 2007/2008, permitiram concluir que, em Portugal, 75% do tempo de aula é efectivamente dedicado ao ensino, o quinto valor mais baixo entre os países analisados. Em contrapartida, é dos países onde os professores perdem mais tempo a manter a ordem na sala de aula e em tarefas administrativas.
Além disso, 69% dos professores portugueses trabalham em escolas onde os respectivos directores dizem que os distúrbios na sala de aula prejudicam a aprendizagem, processo que é afectado em 50% dos casos pelo absentismo dos estudantes.
Portugal é igualmente dos países em que um maior elevado número de professores e directores de escola diz não ter havido qualquer tipo de avaliação interna ou externa durante os cinco anos anteriores ao estudo. E quando essa avaliação é feita, o resultado mais valorizado é o número de alunos reprovados, as notas e outros aspectos, enquanto nos demais se dá em média uma importância inversa a estes critérios.
O estudo da OCDE evidencia que os professores que vêem o seu trabalho reconhecido pelos directores das escolas e pelos colegas apresentam um melhor desempenho e conclui que nível do sistema de ensino de um país não pode ser superior ao da qualidade dos professores e do seu trabalho, pelo que defende a necessidade do reforço do treino e formação dos docentes».
Este inquérito parece-me ter sido feito já com o novo sistema de avaliação dos professores a funcionar em pleno, e depois de ver tanta contestação, de ouvir as experiências de amigos e do que via, este relatório vem a dar razão em algumas reivindicações dos professores, pelo menos nas que eu também dou razão, e uma delas é tempo perdido em tarefas administrativas, penso eu que se refere ao tempo despendido para a avaliação de outros colegas (e não só, claro). Os professores têm de preparar aulas, ensinar e corrigir testes, estas são as suas funções e a estas que deveriam estar dedicados. Ainda que participem na avaliação dos colegas, aceita-se, mas ser responsáveis por toda a avaliação de um colega?
Recentemente tive uma conversa com um amigo professor numa escola particular, onde se comparavam os programas e as actividades desta com os das escolas públicas e a diferença é grande. As actividades a programar são muitas e as reuniões ultrapassam largamente o tempo de expediente e mais, têm um patrão sempre em cima, mas o trabalho de professor.
A educação é feita por pessoas e se estas faltam para outras coisas que não o ensinar e acompanhar os alunos, então, não sei o que será da próxima geração.

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Obama aos estudantes

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Parece uma lição o manifesto do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aos alunos norte-americanos no início deste ano lectivo.
Obama conta a sua experiência enquanto jovem estudante e as dificuldades que sentia,, Conta que até para ir para a escola, «a ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."».
Também refere-se à partilha das responsabilidades entre pais, professores e governo: «Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem».
Mas destacou que está nas mãos dos jovens o seu sucesso e «a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos». E ainda, que o futuro do país dependerá deles: «Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país».
Partilha a história da primeira dama, «a minha mulher, [...] tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país».
Conta do esforço de alguns alunos em particular: «Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública. [...] Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade. [...] Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade».
E termina: «As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes».
Este é só um resumo de um grande manifesto, realista e actual, e com um cunho muito pessoal, parece uma lição de pai ou de mãe. Não vi a declaração, mas deve ter sido com emoção. Também tenho ilações a retirar deste manifesto e que vêm a reforçar a minha forma de ser.
Quando os meus pais contam as dificuldades que passaram na escola, das condições de vida que tinham e como tiveram que abandonar os estudos para trabalhar e depois comparo-as com as minhas, muito melhores, embora longe que é hoje: recordo-me as poucas vezes que foi ligado o aquecedor a gás na primária, os barracões pré-fabricados da escola preparatória e até na faculdade, as salas de um edifício aproveitado sem condições de conforto, com rebocos a cair e nem lugares sentados se não entrássemos a tempo. Mas tudo isto passa e são as dificuldades que nos tornam mais fortes.
O manifesto completo pode ser lido aqui.

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Left Unspoken

Quando comecei a ver este filme, pensava que o final seria igual ao que já me aconteceu, quando deixo coisas por dizer...
Curta metragem de Avi Lewin, finalista do festival Tropfest Austrália deste ano.


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Para os matemáticos

Foi através de um blogue que encontrei um utilitário gratuito e aproveitando o regresso às aulas, dou uma dica para os estudos de matemática. Trata-se  do "Graph", um programa que desenha gráficos de funções, equações e inequações, calcula áreas, desenha derivadas, tangentes e normais, entre outras coisas.

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Eu

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João Paulo Henriques Tavares
Aveiro, Portugal
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