Ontem foi para acabar as vindimas e começar a fazer o vinho, por isso, não houve praia. para mim. Hoje, até previa-se chuva mas a manhã acabou por ser um de bom tempo e a acabei para ir dar uma volta à praia. A semana que acabou foi de maré vivas, ou seja, com a baixa-mar, o nível do mar desce tanto que temos de andar meio quilómetro até chegar ao mar.
Andava-se bem na A25, o que fazia supor que não ia ter problemas em arranjar estacionamento, mas mesmo assim, eu já ia no limite de velocidade e aparecem dois caramelos por trás a fazer sinais de luzes e até buzinaram a pedir para deixar passar... Quando cheguei à Barra, já havia algum congestionamento, mas arranjei estacionamento quase a chegar ao farol... antes mesmo do dois caramelos que buzinavam. Mais uma vez, vou à praia e esqueço-me sempre de alguma coisa, desta vez foram os óculos...

Fui logo para a Meia-Laranja e comecei a caminhada pelo passadiço até ao molhe. Quando lá cheguei e vi o mar tão longe... toca a tirar as sapatilhas porque a areia faz mal à cola e queria molhar os pés.
A praia estava animada com pessoal a jogar nos campos improvisados na areia dura, a fazer a caminhada até à Costa Nova, a apanhar conchas e pedrinhas, a fazer surf ou só a apanhar mais uma cor para a pele. O mar estava tão calmo que se conseguia andar dezenas de metros com a água pelas pernas.
Eu ia junto ao mar, ora a molhar os pés, ora a olhar para as desportistas e outras que tal que passavam, ora a brincar com os cães que se metiam comigo.
Quando passo o esporão, o mar nem lá chegava, e estava uma língua de mar a entrar no areal na praia entre a Barra e a Costa. Já estava a pensar em voltar para trás porque o tempo era curto quando encontro uma vieira, tal e qual como eu queria encontrar em Finisterra. Então, se encontro aqui vieiras, para quê ir a Fisterra? E depois dizem: "Ah, isso não vale, só vale se for de Finisterra!". Só havia um senão... ela estava partida.
Depois disto, fiz o mesmo caminho até carro, e agora com uma vieira... partida.
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