"Caminhos alternativos são mais seguros para chegar a Fátima"
domingo, 7 de dezembro de 2008
Jornal de Notícias
9/5/2008
Reis Pinto
Para os menos avisados, aquelas setas azuis pintadas em muros ou postes de iluminação parecem mais um acto de vandalismo gratuito. No entanto, seguindo-as os peregrinos que rumam a Fátima descobrem um caminho alternativo à perigosa EN1, pleno de recantos, de lugares sem nome nos mapas, bom para uma caminhada segura.
O JN fez ontem uma pequena parte do Novo Caminho do Norte para Fátima, entrando nos Carvalhos e saindo em Lourosa, a cerca de 500 metros do local onde, anteontem, nove peregrinos foram atropelados. Trata-se de um pequeno troço da quinta etapa do caminho, que está a ser elaborado pelo Centro Nacional da Cultura, que liga a Sé do Porto a Lourosa, em Santa Maria da Feira.
A via alternativa começa um pouco antes do Colégio dos Carvalhos, na direcção de Sermonde. Por ruas onde às vezes mal cabe um carro, no meio de um verde intenso, os peregrinos vão passar, sucessivamente, por Grijó, Padrão, Loureiro de Baixo, Olivães, Goda, Ermil, Vergada (lugar da freguesia de Moselos, onde o grupo de peregrinos foi colhido), Vendas Novas e Lourosa.
Hélder Cunha, Vitor Pires e Augusto Leite são três amigos que, anteontem, saíram de Castelo de Neiva e que esperavam pela carrinha de apoio, numa paragem de autocarros, em Lourosa.
"Já faço a peregrinação há cerca de 10 anos e nunca ouvi falar de outro caminho. De vez em quando usamos uns atalhos, mas a maior parte do percurso é mesmo feita pela estrada nacional. E nunca tivemos problemas. Pelo que tenho visto, por vezes a culpa também é dos peregrinos, que caminham lado a lado pela estrada e não em fila, como é aconselhável", afirmou Augusto Leite.
O novo trajecto ainda não está completamente assinalado mas permite caminhar com segurança na maior parte do percurso de Valença e Fátima. Em sentido inverso, setas amarelas indicam desde o Santuário até Santiago de Compostela.
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