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Calçado para grandes caminhadas

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Para mim, o calçado foi a maior das causas para o surgimento de bolhas nos pés e dores musculares - canelites - entre outras dores (nas cabeça do dedo grande e no dedo pequeno dos pés). Mais uma vez, o que vou contar é apenas a minha experiência.
No ano passado, o início das peregrinações a Fátima e a Santiago fiz com umas botas da Decatlhon, que ficavam justas ao pé e eram muito pesadas. No primeiro caso, aguentei os primeiros dois dias (até Soure) com palmilhas e meias anti-bolhas, depois andei com umas sapatilhas um número acima que o emprestou-me. No segundo, aguentei até ao primeiro quilómetro da sétima etapa, a sair de Laxe, uns dias com as tais meias anti-bolhas, depois com meias finíssimas de algodão que se vendem em qualquer loja. Cheguei a Santiago com umas Crocs que o (mais uma vez salvou-me) trouxe para andar nos momentos de descontracção.
No final do ano passado comprei umas botas da Merrel que custaram quase noventa euros, tamanho 43 (eu calço normalmente o 41) e comecei a experimentar a usar aos fins de semana, nas caminhadas da Narrota e do Àpriori. Entretanto, experimentei três pares de palmilhas aborventes ou que evitassem a criação de bolhas. Experimentei também vários tipos de meias: as anti-bolhas, as curtas, as finas de algodão, um par ou dois pares.
Depois de tanta experiência e de ter ganho uma ou duas bolhitas em tanta caminhada, mais na zona do calcanhar, chegou a altura de decidir como é que iria calçado para Fátima. As botas, as últimas, as meias foram apenas um par das pretas de algodão e finas e as palmilhas, as últimas compradas na Aveimédica. Calçava um par de meias de manhã, levava outro par na mochila e trocava de meias depois do almoço.
Tal como já tinha dito na mensagem de ontem, cheguei a Fátima sem bolhas e com poucas dores. Sem pressas, acompanhei sempre com alegria o grupo que ficava para trás... só me esqueci dos últimos quando estava a chegar ao Santuário...
Gozei tudo o que havia a gozar da peregrinação, por isso, a mudança (conversão?) que aconteceu e ainda está a acontecer já está a deixar saudades... que se prolongue por muito tempo e que eu possa colher os seus frutos.
Espero que estas dicas passam ajudar mais pessoas a encontrar a sua forma de viver melhor a peregrinação a pé, com menos dores, com menos sofrimento.

O resto da mensagem...

Sem bolhas, sin ampollas, no blisters, sans ampoulles

terça-feira, 2 de junho de 2009

Não se tome por regra o que vou descrever, é apenas a minha experiência...
Este ano, a preparação para a peregrinação a Fátima foi maior e melhor. Para além de comprar umas botas novas, fiz várias caminhadas com os grupos Àpriori e Narrota e ainda durante os dias úteis pela cidade ou só em Esgueira, e preparei os meus pés uma semana antes com cremes para evitar as bolhas. Desta vez, vou escrever apenas sobre os cremes dos pés.
No ano passado, eu já tinha comprado um stick anti-bolhas da Compeed, mas pouco resultado fez, era o segundo dia de caminhada e já tinha pelo menos uma ou duas bolhas a aparecer em cada pé. Talvez tenha evitado que se criasse mais bolhas, mas botas que eu tinha também não ajudavam. O creme deste stick cria uma película lubrificante entre o pé e a meia, evitando a fricção e criação de bolhas. Este ano, eu usei este stick todos dos dias, uma semana antes e durante a peregrinação.
Quando fui a Santiago de Compostela pela Via da Prata, desde Chaves, a Olinda conto-me que encontrara uma chilena que também fazia com eles o Caminho do Sol (de Santiago a Finisterra) em 2007 e que lhe dissera que andava sempre de sandálias sem meias e não tinha bolhas porque punha creme de arnica nos pés. Um vez, a arrumar o armário da casa de banho, encontrei uma bisnaga de creme de arnica para as mãos, oferta de uma amiga que vende produtos por catálogo. Lembrei-me da chilena e uma semana antes, duas vezes por dia, besuntava os pés com o creme.
Estas são algumas das causas que eu aponto para ter chegado a Fátima sem bolhas. Brevemente vou falar sobre as minhas botas novas (e as antigas também).
Eu penso que se nos metemos num "sacrifício" deste tipo, devemos passá-lo com o menor sofrimento possível e se o conseguimos evitá-lo com estas dicas simples...
Nas peregrinações do ano passado a Fátima e a Santiago, perdi muito tempo a tratar de mim, das minhas bolhas, das minhas dores, e não vivi por inteiro todos os aspectos das peregrinações. Na primeira peregrinação deste ano, não houve grandes dores nem pressas (mas ainda fiz umas corridas), houve tempo para tudo. O que me interessou foi estar ao lado de quem mais precisava e que aceitava o meu apoio, tal como alguns estiveram do meu lado, no ano passo, com as minhas dores a "puxar-me".

O resto da mensagem...

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