Não se tome por regra o que vou descrever, é apenas a minha experiência...
Este ano, a preparação para a peregrinação a Fátima foi maior e melhor. Para além de comprar umas botas novas, fiz várias caminhadas com os grupos
Àpriori e
Narrota e ainda durante os dias úteis pela cidade ou só em Esgueira, e preparei os meus pés uma semana antes com cremes para evitar as bolhas. Desta vez, vou escrever apenas sobre os cremes dos pés.

No ano passado, eu já tinha comprado um stick anti-bolhas da Compeed, mas pouco resultado fez, era o segundo dia de caminhada e já tinha pelo menos uma ou duas bolhas a aparecer em cada pé. Talvez tenha evitado que se criasse mais bolhas, mas botas que eu tinha também não ajudavam. O creme deste stick cria uma película lubrificante entre o pé e a meia, evitando a fricção e criação de bolhas. Este ano, eu usei este stick todos dos dias, uma semana antes e durante a peregrinação.

Quando fui a Santiago de Compostela pela Via da Prata, desde Chaves, a Olinda conto-me que encontrara uma chilena que também fazia com eles o Caminho do Sol (de Santiago a Finisterra) em 2007 e que lhe dissera que andava sempre de sandálias sem meias e não tinha bolhas porque punha creme de arnica nos pés. Um vez, a arrumar o armário da casa de banho, encontrei uma bisnaga de creme de arnica para as mãos, oferta de uma amiga que vende produtos por catálogo. Lembrei-me da chilena e uma semana antes, duas vezes por dia, besuntava os pés com o creme.
Estas são algumas das causas que eu aponto para ter chegado a Fátima sem bolhas. Brevemente vou falar sobre as minhas botas novas (e as antigas também).
Eu penso que se nos metemos num "sacrifício" deste tipo, devemos passá-lo com o menor sofrimento possível e se o conseguimos evitá-lo com estas dicas simples...
Nas peregrinações do ano passado a Fátima e a Santiago, perdi muito tempo a tratar de mim, das minhas bolhas, das minhas dores, e não vivi por inteiro todos os aspectos das peregrinações. Na primeira peregrinação deste ano, não houve grandes dores nem pressas (mas ainda fiz umas corridas), houve tempo para tudo. O que me interessou foi estar ao lado de quem mais precisava e que aceitava o meu apoio, tal como alguns estiveram do meu lado, no ano passo, com as minhas dores a "puxar-me".
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